Dicas e truques para a nossa casa A minha hortinha. Jardim na varanda. Reciclagem Ideias originais
Quarta-feira, 3 de Julho de 2013
Lagosta Fingida

Já uma vez, noutro sítio, falei deste prato que pode ser feito de raíz ou pode ser uma excelente forma de aproveitamento de sobras.

Nessa altura não tinha fotos e tirei da Net a imagem de um prato visualmente parecido.

Desta vez, ao fazer novamente este «petisco» de que a minha família tanto gosta, pedi à minha filha Sónia, como habitualmente, que documentasse com fotos.

 

Precisamos de peixe branco: garoupa, pescada, filetes de pescada, cherne, etc... Se tiver sobrado de um outro prato podemos aproveitar. Desta vez, fiz o prato de raíz. Precisamos, então, de peixe branco, algum marisco, um caldo de marisco e um ramalhete de salsa.

 

1ª -

 

2º -

 

Reduzimos tudo a pedaços pequenos mas não triturados, deve ficar tipo lasquinhas.

 

3º -

 

Numa tijela grande, deitam-se as lascas, um pouco de massa de tomate, salsa, o caldo de marisco os mariscos e dois ovos inteiros.

 

4º -

 

Mistura-se tudo e tempera-se a nosso gosto, com sal, pimenta, etc... A mistura fica com um aspecto líquido mas não se preocupem, é assim mesmo. Deita-se num recipiente e vai ao forno durante cerca de meia hora a 3/4 de hora com forno a 250 º.

 

5º- 

 

Quando retirarmos do forno está solidificado, corta-se às fatias e acompanha-se com salada.

 

 

6º -

 

 

Pode servir-se quente ou frio. Os meus filhos preferem quente, eu gosto mais frio. Sabe mutíssimo a marisco, daí o nome do prato.

 

Espero que gostem!



publicado por Clara às 19:27
link do post | comentar | favorito
|

Segunda-feira, 24 de Junho de 2013
Sabonetes caseiros

Exactamente como prometido, aqui fica documentado, uma vez mais com as fotografias da minha filha Sónia, o processo de fazer sabonetes.

 

Aproveitei ter uns presentinhos a enviar a uma grande Amiga e às suas adoráveis filhas e documentámos tudo para que os meus Amigos que por aqui passam possam partilhar connosco.

 

Materiais necessários:

 

Balde de glicerina-base para sabonetes. Existem de cor, branca opaca e transparente, Eu prefiro sempre a transparente porque isso permite que se possam ver bem os «enfeites» utilizados e/ou acrescentar um corante à nossa escolha.

 

Essência dos aromas (compram-se em drogarias, supermercados e/ou casas de perfumaria, onde podemos encontrar as melhores) que quisermos usar.

 

Copo misturador.

 

Enfeites à escolha: podem ser missangas, purpurina, fios de Natal cortados ou transformados a nosso gosto, especiarias, etc...

 

Recipientes para banho maria

 

Saquinhos de plástico com etiqueta

 

Formas de vários feitios e tamanhos

 

    

 

 

     

 

 

Preparação:

 

Corta-se a glicerina em vários pedaços e dividimos em 3 ou 4 porções se quisermos fazer sabonetes com cores ou aromas diferentes.

 

 

 

Coloca-se a primeira porção a drreter em banho maria. O ideal é não mexer mas, se quisermos apressar um pouquinho, podemos fazê-lo com uma colher de pau  (evite as de metal porque podem oxidar )  devagar e com cuidado para não fazer espuma que iria fazer os sabonetes ficar feios.

 

 

 

 

 

Entretanto, deitamos no copo misturador algumas gotas de essência do aroma que desejamos dar ao sabonete (cerca de 100 gotas de cada aroma para o fabrico de 6 sabonetes).

 

 

 

 

Nas formas colocamos os enfeites.

 

 

 

 

Nos saquinhos de plástico, escrevemos o aroma ou aromas usados nesta primeira leva. Neste caso particular, usei laranja e bergamota.

 

 

 

 

 

Quando a glicerina estiver derretida, deita-se no copo já com a essência.

 

 

 

 

Abana-se um pouquinho, muito devagar, apenas para misturar bem a glicerina com o aroma mas nem se mexe nem se agita com força para evitar a tal espuma.

 

 

 

 Colocam-se as formas num tabuleiro (com cuidado, para não entornar nem agitar) e levam-se ao frigorífico cerca de meia hora.

 

O restinho de glicerina que ainda fica no copo deita-se na  couvette com formas mais pequeninas e também ela vai para o frigorífico.

 

 

 

 

 

O processo repete-se com as outras porções de glicerina, apenas mudando os aromas e os enfeites.

 

No final retiram-se os sabonetes do frigorífico, desenformam-se e colocam-se nos saquinhos de plástico etiquetados com os nomes dos respectivos aromas.

 

Eis alguns deles:

 

 

   

 

 

 

E os pequeninos:

 

 

 

 

Agora, há que tratar das embalagens, não vamos oferecer sabonetes em saquinhos de plástico, não é?

 

 

As minhas filhas usaram latas de tabaco Camel, aproveitando o vício de fumar da minha filha Sandra (que ao menos tenha alguma utilidade positiva, não é verdade?) mas pode usar-se qualquer outro tipo de caixa ou lata, desde que tenha tampa; de chocolate em pó, de café, de gelados, etc...

 

 

 

 

Elas forraram e desenharam o forro fazendo de uma horrível embalagem de tabaco uma linda (perdoem a imodéstia e a babadice de uma mãe) uma linda embalagem de sabonetes:

 

 

A Sónia fez a embalagem para as Senhoras

 

    

 

 

A Sandra fez a embalagem para os Cavalheiros

 

 

  

 

Ou para Casais:

 

 

 

Uma vez completas as embalagens, forram-se com papel vegetal deixando um pouco fora da lata, introduzem-se os sabonetes nos respectivos saquinhos de plástico, dobra-se por cima a quantidade de papel que ficou de fora da lata, de forma a envolver e tapa-se.

 

Podemos acrescentar a esses sabonetes, antes de envolver no papel vegetal e de tapar, um saquinho para colocar entre as roupas numa gaveta, saquinho esse que se destina aos sabonetinhos pequeninos ( perfumam as roupas de uma forma eficaz mas discreta ). O material para esses sacos pde ser gaze, tule, quadrilé, algo que os consereve mas deixe o cheiro exalar-se.

 

 

 

 

E pronto, apenas vos posso desejar... Belos duches!!!!

 



publicado por Clara às 15:26
link do post | comentar | ver comentários (19) | favorito
|

Sábado, 22 de Junho de 2013
Pedido de desculpas

Peço desculpas a todos os meus Amigos que frequentam este blog e a quem prometi há dias, para muito breve, um artigo sobre fabrico de sabonetes caseiros.

Tenho estado doente e só agora começo a recuperar, tendo estado afastada da Net, aliás de me aproxmiar, sequer, do PC.

Assim que estiver recuperada voltarei a escrever. Peço desculpas uma vez mais.

Bom fim de semana a todos!



publicado por Clara às 10:12
link do post | comentar | favorito
|

Terça-feira, 18 de Junho de 2013
Os progressos da minha hortinha - 2ª Parte

 

Já conseguimos organizar o espaço um pouco mais. Com a ajuda das «habilidades» da minha filha Sónia, claro. Mas, assim que a Sandra vier de férias, o que já não deve demorar muito já que é professora no Alentejo e o ano lectivo já terminou, também ela vai descobrir formas criativas de organizar espaço. Elas são, ao mesmo tempo, muito criativas e práticas.

 

Ora vejam como algumas plantas mudaram de lugar e como a Sónia arranjou um lugarzinho bem bonito para outras.

 

E, além disso, vejam como cresceram

 

O cebolinho:     

 

 

 

 

 

A cenoura:   

 

 

 

Caixotes pintados e organizados em socalcos pela Sónia:

 

 

 

Pormenor:  

 

 

 

As minhas azeitoninhas pequeninas 

 

E olha aqui os meus alhos a nascer:   

 

 

Acho que já disse aqui, mas repito, que os alhos não  para substituir as cabeças de alho que uso para temperar alguns pratos porque precisaria de muito mais espaço para isso. Mas a rama  verde que vêem ali a despontar, cortada aos pedacinhos e misturada com outros vegetais, como alface, pepino, tomate, é fantástica para dar um sabor especial a qualquer salada.

 

E também os tomateiros que estão, finalmente, a «arrebitar»:

 

 

 

O crescimento bastante rápido deve-se, como já disse noutro post, a cuidados muito fáceis mas específicos:

 

Plantas como orégãos, tomates, salsa, tomates, precisam de luz e calor. Alfaces, coentros, cebolinho, cenouras, precisam de luz mas nem calor muito forte nem sol directo durante todo o dia. Eu ponho-os virados a norte, num local e posição que lhes permita uma boa luz durante todo o dia mas  sol  directo apenas durante umas duas horas por dia.

 

Sempre que possível, prefiro o adubo natural ao de compra. Cascas de ovos  ( mas muito bem moídas, reduzidas a pó para não «cortarem» as raizes ), borras de café fervidas em água que depois é coada e arrefecida antes de servir para a rega, cascas de bananas também moídas, etc... Uma das coisas que costumo fazer é, quando uso legumes para uma sopa, por exemplo, os talos e pés e as folhas velhas que, normalmente, vão para o lixo, bem como raspas de cenouras, cascas de batatas e nabos, etc, cozo tudo numa panela, filtro a água, espero que arrefeça, e rego com ela.

 

As regas devem ser feitas ao amanhecer ou, melhor, quando o sol se põe. Não se deve correr o risco de que a água aqueça com o sol e o calor, tornando a terra «desconfortável» para a raíz da planta.

 

Para saber se alguma planta precisa de ser regada, as minhas filhas e eu recorremos a um método empírico bem «velhinho». Metemos um dedo na terra, aí 1, 5 cm. Se a terra estiver húmida podemos adiar a rega; se estiver seca, devemos regar; se estiver muito seca e a «esboroar-se» a rega é urgente.

 

Até breve, Amigos, espero que com mais «mobiliário» e com algumas plantas já em flor.

 

 

 

 



publicado por Clara às 13:03
link do post | comentar | ver comentários (4) | favorito
|

Segunda-feira, 10 de Junho de 2013
Bolachinhas caseiras

Para um lanche rápido com as crianças

 

Também serve para quem não tiver crianças...

 

 

Junte 100 gramas de morangos (ainda não tenho morangos suficientes na minha horta..) a dois copos de leite , 1 copo de açúcar, duas colheres de mel e 3 ovos inteiros.

 

Bata tudo no liquidificador

 

 

 

Deite a mistura numa tijela grande,  adicione uma colher de sobremesa de fermento royal e vá juntando farinha e mexendo até obter uma massa com consistência suficiente para ser moldada:

 

 

 

 

 

 

 

Tenda umas bolinhas, achate cada uma delas e faça uns desenhos ou riscos, ou o que quiser com um garfo:

 

 

 

 

Leve ao forno num tabuleiro ou num pirex untado com manteiga. O forno deve estar entre os 160 e os 180 graus e o tempo de cozedura é de, mais ou menos, 20 minutos.

 

Polvilhe com açúcar, deixe arrefecer e sirva com chá, cacau, sumo, o que desejar.

 

 

 

 

 

Bom apetite!



publicado por Clara às 16:04
link do post | comentar | ver comentários (1) | favorito
|

Terça-feira, 4 de Junho de 2013
O meu pequeno jardim - Parte 1 - Varanda

Como já disse em «Nova Vida», reservei a varanda de trás da minha casa para a minha hortinha e, na da frente, estou a fazer, pouco a pouco, um mini-jardim. A minha filha Sónia é quem mais se ocupa dele, a Sandra quando está em Lisboa também, elas têm muito mais «mão-verde» do que eu.

 

Mas, sempre que posso, também dou o meu contributo, podar, por exemplo, é quase sempre comigo.

 

O jardim ainda está longe de estar como desejamos. Infelizmente a varanda é muito estreita não suporta muito peso. Podemos aliviar um pouco o chão e colocar alguns vasos pendurados da parede mas esta, coberta de azulejos, também não suporta todos os vasos para todas as plantas que desejaríamos ter.

Aos poucos estamos experimentando, vendo o que poderá dar resultado, o que poderá dar-se melhor numa varanda virada ao Sul e com bastante Sol e, dentro das plantas que desejamos adquirir, o que poderemos realmente ter. Também ainda estamos a fazer planos para o «mobiliário». Uma mesinha? Um escadote?

 

Mas, dado que um jardim, seja grande ou pequeno, não se faz num dia, pensar nele e em como lhe ir dando forma pouco a pouco faz parte do prazer envolvido, não é?

À medida que for progredindo, mudando a disposição, decorando, etc, irei documentando aqui. Por enquanto, vou apenas apresentar-vos as minhas plantinhas para que possam conhecê-las e ficar amigos delas.

 

 

 

                             

 

 

 

 

 

 

          

 

                                           

   

 

 

 

 



Numa segunda parte, mostrarei a parte do meu jardim que, sem estar na varanda, está muito perto dela, ou seja, dentro de casa mas à beira do exterior.

 

Até breve!

 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Clara às 08:50
link do post | comentar | ver comentários (5) | favorito
|

Quinta-feira, 30 de Maio de 2013
Sopa de peixe à minha maneira

Feita de propósito um destes últimos dias para o almoço da minha Mãe, uma velhinha adorável de 93 anos que gosta muito desta sopinha.

 

 

 

Postas de pescada, Red Fish, mistura de mariscos e lulas, qb.

 

 

2- Amanha-se o peixe, os mariscos, etc...

 

 

 

3 - Courgette, alho francês, alho, cebola, cenoura, abóbora, chouchou, bem cortadinhos

 

 

 

4 - Molho de coentros bem picadinho

 

 

 

5- Mete-se tudo numa panela alta, tempera-se com sal, água e azeite puro. Deita-se água até cerca de 5 cm acima do conteúdo da panela, coloca-se a tampa com uma pequena fresta para escoar o vapor e deixa-se cozinhar.

 

 

 

 

 

 

 

6 - Tritura-se com a varinha mágica.

 

7- Serve-se com tosta e camarão por cima da mesma.

 

 

 

 

 

 Bom proveito!



Fotos da minha filha Sónia

 



publicado por Clara às 13:33
link do post | comentar | ver comentários (2) | favorito
|

Sábado, 25 de Maio de 2013
Um perfume só para si


As minhas filhas sempre gostaram de ter alguns «miminhos» exclusivos, pequenos objectos que não eram valiosos do ponto de vista material mas sim porque eram únicos e pensados para elas.

Daí nasceu a ideia de criar perfumes que tivessem a ver com as suas personalidades e que lhes pertencessem apenas a elas.

Fazer perfume em casa, para ficar bem e não desaparecer da pele dois minutos depois de aplicado, não é tão fácil assim.  Comete-se várias vezes o erro de utilizar álcool daquele das farmácias, água destilada em quantidades exageradas ou até água oxigenada. E comete-se ainda mais frequentemente o erro de querer «despachar» o perfume, de obter resultados rápidos.

É, ao contrário, um trabalho demorado e que  exige paciência mas garanto que dá prazer, estimula a criatividade e vale a pena só para ver o sorriso na cara da pessoa em quem pensámos durante os meses que levou a estar pronto.

Vamos precisar de :

Essências  concentradas dos aromas – base.

 

 

 



Um almofariz.

 

 

 

 O almofariz só será usado quando, além das essências, pretendermos macerar folhas secas, minerais, especiarias, etc...

 


Frascos escuros, funil e contagotas

 

 

      

 

 


1 caderno onde vamos assentando o processo e onde ficará a fórmula final de cada perfume para o caso de desejarmos repeti-lo.

 

 

 

 



Álcool de cereais +  propilenoglicol

 

 

 



Fixador – essência de musk , bergamota, madeiras –base, etc. Depende do perfume que se queira fazer mas nas casas onde se vendem as essências, normalmente, há fixadores e hebitualmente podem obter-se conselhos também.


Água deionizada ( em caso de falta pode ser destilada)

 

Eu tenho todos estes «apetrechos» guardados naquilo a que cá em casa chamam o meu «arsenal de perfumista» e que consiste basicamente, numa caixa de madeira inteiramente«esculpida» com «baixos relevos» feitos à faca por minha filhota Sónia:

 

 

 

     

 

 

 

  

 

 

 Também será necessária, mais tarde, uma caixa com palha.

 

Preparação:

 

Funciona muito por tentativa e erro até encontrar a fórmula que desejamos. É por isso que eu vou anotando passo a passo, no meu caderninho, o que vou fazendo. Quando chego a um resultado que me agrada, copio a fórmula final para poder repetir.

 

Pensamos primeiro, claro, se desejamos uma colónia leve, uma água de toilette, ou um perfume concentrado.

 

As proporções são diferentes.

 

Como base geral, as proporções são:

 

 

      álcool e essência- cerca de 60 a 80%
      propileno e fixador - aproximadamente 3%
      água deionizada - cerca de 10a a 12%

 

 

Na parte de álcool e essência, a proporção de essência varia conforme queremos fazer colónia, perfume concentrado, etc... para este último pode usar até 35% de essência,

 

Eu faço colónia, normalmente, e utilizo 20% de essência.

 

Vamos imaginar que queremos um perfume à base  de rosas. Essência de rosa será o que mais iremos utilizar, claro. Mas, normalmente, só a essência do aroma que pretendemos não dá o resultado desejado. Temos de lhe adicionar outros aromas que, não adulterando a base a façam, em vez disso, realçar. No caso da rosa podem ser usadas algumas gotas de gerânio, de cravo ou de violeta, na proporção de duas gotas da essência escolhida para 10 de rosa.

Com um conta gotas, colocamos, por exemplo, 20 gotas de essência de rosa, e 4 gotas de essência de gerânio num frasco escuro.Rolhamos bem e esperamos 24 horas.

Ao fim das 24 horas, juntamos entre 30 a 35 gotas de álcool de cereais, umas 10 de propileno e umas 4 gotas de fixador ( no caso de aroma de rosa, o melhor fixador é a essência de bergamota ). Rolhamos o frasco, agitamos levemente e guardamos mais 24 horas.

 

Repetimos a operação 5 vezes ou 6.  A fim desse tempo juntamos água deionizada ou destilada na proporção do dobro do que temos no frasco (Se tivermos assentado no caderno todas as gotas de essências, de fixador, de álcool e propileno, etc, utilizadas até aí, basta colocar no frasco o dobro dessas gotas em água). Rolha-se de novo o frasco e esperam-se 48 horas.

 

Ao fim desse tempo coloca-se um pouquinho do conteúdo do frasco na parte interior do pulso, cheira-se, deixa-se secar e cheira-se de novo. Agrada? Óptimo. Não agrada? Entra aqui a tal tentativa e erro. E se adicionássemos umas gotinhas de essência de cravo? Ou se aumentássemos a dose da essência de rosas? Desaparece o cheiro num instante? É preciso um pouco mais de fixador. Etc...

 

Vamos sempre assentando o que fazemos, o nº de gotas de cada coisa e vamos repetindo todas as operações ( o ciclo recomeça sempre ) durante uns dois meses. Ao fim desse tempo, o conteúdo do frasco já deve ser suficiente  e já deveremos ter atingido um resultado bom ou muito próximo do desejado.

 

Vem então a 2ª fase que consiste em manter o frasco, sempre rolhado durante duas semanas, alternando períodos de 24 horas no frigorífico com períodos de 24 horas fora dele.

 

Ao fim desse tempo, desrolhamos o frasco e voltamos a experimentar um pouco no interior do pulso. Se o resultado for o pretendido ( nessa altura, normamente é ) Passamos à 3ª fase que consite em conservar o frasco rolhado envolto em palha numa caixa e num lugar escuro durante, pelo menos, dois meses.

 

Ao fim deste tempo, o perfume está pronto. As minhas filhas já terão guardado frasquinhos usados para outras coisas que reciclaram pintando-os e decorando-os, já terão escolhido um nome para o seu perfume e resta encher esses frascos que serão os definitivos.

 

     

 

 

Dá trabalho, é preciso paciência, se for um presente de Natal tem de começar a fazer-se lá para Maio mas garanto que vale a pena: saem perfumes exclusivos, totalmente personalizados, cujo aroma permanece bastante tempo na pele. E ver os sorriso de minhas filhas vale mesmo a pena todo o trabalho tido...

 

Já agora digo que me abalancei a fazer perfume para homem, mais difícil, por que eu também tenho um filho. Está a correr bem e é feito à base de alfazema e madeira de cedro.  Depois direi se resultou realmente.

 

Ficamos hoje por aqui, envolvam~se de aromas estimulantes e tenham um excelente sábado!

 

 



 

 

 

 

 

 

 

 

 



publicado por Clara às 12:38
link do post | comentar | ver comentários (26) | favorito
|

Domingo, 19 de Maio de 2013
Os progressos da minha hortinha - 1ª Parte

Habito no centro de Lisboa, no 2º andar de um prédio.

 

Embora a minha casa esteja muito bem situada, tenha um jardim mesmo em frente e uma vista que, em dias claros é de tirar o fôlego visto que consigo ver o Tejo, a Ponte e até a estátua do Criisto-Rei do outro lado, sinto a falta do Alentejo onde nasci e cresci, sinto falta de caminhar pelo campo, sinto falta do cheiro a terra e, sobretudo, do quintal da minha casa de Évora. Ali jardinei muitas vezes com meu Pai, sachámos, plantámos, regámos, colhemos... A minha Irmã e a minha Mãe não gostavam tanto de jardinagem quanto o meu Pai e eu mas, para nós os dois, esse era um passatempo relaxante e recompensador.

 

Aqui não tenho terreno disponível e também não teria muito tempo. A «Grande Cidade» suga tempo e paciência...

Há algum tempo, pelas razões acima invocadas e porque tinha começado a ver e a interessar-me por estes assuntos através de excelentes blogs na net, comecei a pensar em utilizar o pouco espaço da varanda da frente como mini-jardim e o ainda menor espaço da varanda detrás, para  a qual a cozinha abre, como mini-horta.

 

A chegada da crise económica deu o empurrão definitivo. Se eu pudesse ter algumas flores que me oferecessem um toque de beleza logo pela manhã e um pouco de ervas frescas que perfumassem a cozinha ao fim da tarde e com os quais pudesse dar um toque pessoal aos meus cozinhados, já teria valido a pena.

 

Com a ajuda das minhas filhas meti mãos à obra.

 

Era preciso racionalizar o espaço o mais possível e também escolher bem as plantas. Não poderia pôr na varanda detrás, virada a Norte, nada que exigisse torrentes de sol forte nem o contrário na da frente.

 

Do minijardim e dos seus progressos falarei depois.

 

Pensados e realizados os arranjos possíveis, assim ficaram os primórdios da minha hortinha:

 

                                                                     

 

 Coentros comprados a ver se ganham raíz (ganharam!!!)              vasos dispostos em prateleiras com sementes de sésamo, de alface, de salsa

                                                                                                                                                                                                                e de tomate  

  

 

                                                

 Cenoura                                                                                                                      Sésamo em cima, (aproveitei  um garrafão)

                                                                                                                                  alfaces para escolher e transplantr em baixo

 

                                           

 

Salsa                                                                                       tomates    a despontar

 

 

 

 

Hortelã

 

Não imaginam o perfume ao fim da tarde. Algumas plantas ainda não nasceram, outras estão muito pequenas ainda para se poder ver alguma coisa.

 

Irei acompanhando e miostrando aqui os progressos.

 

Dicas para que cresçam bem e sem grandes problemas (umas aprendi com Amigas, outras nos blogs que fui lendo, outras com as minhas próprias experiência, por tentativa e erro.

 

 

Rega:

 

- Sempre ao fim do dia. Há quem regue às primeiras horas da manhã mas a experiência diz-me que se o dia aquecer muito e a água colocada no vaso também, a planta ressentir-se-á.

 

- Ponha um dedo na terra dos vasos até ao primeiro nó. Se a terra se mantiver húmida, não regue.

 

- Use água de lavar os legumes, , onde cozeu alimentos, etc para regar (deixe arrefecer primeiro, claro...). Ajudará a fertilizar.

 

Fertilização:

 

- Use cascas de batata, de maçã ou de fruta trituradas e espalhe na terra. As de banana são particularmente eficazes já que contêm potássio.

Contudo, não abuse nem na quantidade nem na frequência com que o faz. Poderão criar bolor, apodrecer, fazer mal em vez de bem e... empestar a casa de maus cheiros.

 

- As borras de café são do melhor que existe para fertilizar mas aplicam-se as mesmas restrições que para as cascas ou ainda mais.

 

- cascas de ovos trituradas também são óptimas porque fornecem cálcio.

 

 

Quando cortar, podar ou mesmo quando quser «tirar um raminho» faça-o sempre que puder acima de um nó de crescimento. Isso manterá a planta viva e a crescer.

 

 

E por hoje é tudo, Vermos, numa 2ª Parte, o resultado da aplicação destas dicas nos progressos da hortinha.

 

Tenham um bom Domingo!

 



publicado por Clara às 15:21
link do post | comentar | ver comentários (3) | favorito
|

Declaração a propósito da Ortografia neste Blog

Já deveria ter dito isto no primeiro post mas vale mais tarde do que nunca.

 

Não concordo com o Acordo Ortográfico e não vou segui-lo. Isto nada tem a ver com argumentos muitas vezes utilizados por quem, como eu, não concorda com a nova escrita: os de que nós, Portugueses, somos sempre «servis» para com Brasileiros e outros Povos de Expressão Portuguesa.

Não penso nada disso, amo os Povos Africanos e o Povo Brasileiro, considero-os meus Irmãos. Aliás, acho que o Acordo nos prejudica a todos igualmente.

 

Uma Língua evolui como um ser orgânico, vivo. Vai mudando e introduzindo vocabulário, mudando sognificados, alterando fonética e semântica, mesmo mais do que morfologia e isso toma diferentes caminhos em diferentes paragens. Umas vezes a Língua permanece viva e unida apesar das variantes, outras vezes dá origem a diversas línguas. É a lei natural, se assim não fosse falaríamos Latim, não é?Ou, mais para trás, Sânscrito ou, mais para trás ainda... quem sabe?

A Escrita, geralmente, acompanha (embora com um pouco de atraso) a Fonética. Daí diferentes Povos escreverem de forma diferente a mesma Língua, porque acompanham as formas diversas de pronunciar.

 

Quanto a mim, isso enriquece a LÍngua comum. Uniformizar é empobrecer. E quanto ao argumento de que io Acordo leva a um melhor entendimento  entre os Povos é totalmente falacioso. Alguma vez os Ingleses (que escrevem centre, dizem check quando querem a conta em restaurante, escrevem neighbours etc...) se deixaram de entender ou de perceber o que querem os Americanos dizer com center, bill ou neighbor?

E as diferenças entre o Francês de França, Canadá, Bélgica, etc....? E por aí fora com várias outras Línguas, praticamente todas as que se espalharam pelo Mundo.

 

Ora eu já sou velhota e não tenho profissão que me obrigue absolutamente a seguir aquilo de que discordo. Ainda bem que não estou a ensinar, por exemplo, Professor não tem escolha...

 

Assim, não se admirem de encontrar nos meus posts  palavras escritas de uma forma que, dentro de muito pouco tempo, virá a ser considerada «arqueológica».

 

Não vou seguir o Novo Acordo Ortográfico e vou continuar a escrever como até aqui.


tags:

publicado por Clara às 14:47
link do post | comentar | ver comentários (6) | favorito
|


Bom Dia
200320134488
take a screenshot

pesquisar
 
Autores
tags

todas as tags

posts recentes

Candeeeiro de Cozinha

O primeiro melrinho já na...

Filetes com sabor a Trópi...

Melros na minha varanda

Novidades na Horta

Cesta de Pão

Aproveitar Lâmpadas Fundi...

Recuperar um cesto de rou...

Três em Um

Mais espaço

participar

participe neste blog

links
arquivos

Janeiro 2015

Maio 2014

Abril 2014

Março 2014

Novembro 2013

Agosto 2013

Julho 2013

Junho 2013

Maio 2013

Janeiro 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
15
16
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
30
31


Contador de visitas
Directório de Blogs
Directorio de Blogs Portugueses
blogs SAPO
subscrever feeds